TRATAMENTO DE ÁGUA

 

Sistema de Produção de Água na Região Metropolitana de São Paulo

   

A Sabesp produz cerca de 65 mil litros de água por segundo para atender os habitantes da região metropolitana de São Paulo. São 31 cidades operadas, além de 7 municípios (Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Guarulhos, Mogi das Cruzes, Diadema e Mauá), que compram água da empresa por atacado.  

 

No total, são 1.516 quilômetros de adutoras e 331 reservatórios com capacidade para armazenar 1,8 milhões de litros de água. 

 

 

 

Sistema Adutor Metropolitano de Água

 

 

A seguir, os dados do Sistema de Abastecimento Metropolitano: 

O serviço de distribuição de água potável é imprescindível para a garantia da salubridade e qualidade de vida dos habitantes das cidades. No caso da Região Metropolitana de São Paulo, a Sabesp, empresa responsável pelo fornecimento público, se utiliza de águas superficiais, em mananciais localizados principalmente na Bacia do Alto Tietê, operando oito sistemas produtores de água potável: (1) Cantareira, (2) Baixo Cotia, (3) Alto Cotia, (4) Guarapiranga, (5) Rio Grande, (6) Ribeirão da Estiva, (7) Rio Claro e (8) Alto Tietê. A qualidade das águas dos mananciais e a preservação ambiental são fatores primordiais para garantir o abastecimento público.

 

Os cursos de água que cortam a área urbana da Região Metropolitana de São Paulo apresentam má qualidade e alguns dos mananciais estão próximos dos limites da capacidade de potabilização. Todos os mananciais, inclusive os protegidos por lei, estão submetidos, em maior ou menor grau, aos efeitos da ocupação desordenada e uso inadequado do solo e aos efeitos da poluição ambiental. Considerando as áreas de mananciais, normalmente o processo de degradação é determinado pela expansão urbana desordenada, pela incompatibilidade de seus usos em relação às características físico-ambientais e pelo lançamento de esgotos doméstico e industrial, sem qualquer tratamento, diretamente nos cursos dos rios.

 

Tratamento de Água 

 

Conhecida como solvente universal, a água sempre retém algum resíduo dos materiais com os quais entra em contato. Mesmo a água doce da natureza, presente nos rios, lagos e lençóis subterrâneos, contém resíduos das substâncias presentes no meio ambiente, como sais dissolvidos, partículas em suspensão e microorganismos.  

 

Para garantir que a água fornecida à população seja potável, a Sabesp busca fontes de água de boa qualidade e utiliza alta tecnologia de tratamento para eliminar todos os poluentes e agentes ameaçadores à saúde.

 

 

Sistema de Tratamento de água

 

 

Nas Estações de Tratamento de água (ETA´s) a água bruta passa por diversos processos. Os principais são Desinfecção, Coagulação, Floculação, Decantação, Filtração, Correção do pH e Fluoretação.

 

 

Chegada da água na ETA Guaraú

 

 

Na estação de tratamento a água bruta recebe o primeiro produto químico, que é sulfato de alumínio líquido. A função do sulfato de alumínio é justamente agregar aquelas partículas, aquele material que está dissolvido na água, ou seja, a sujeira. Depois da adição do sulfato de alumínio, a água chega aos floculadores, onde recebe cloro - para a desinfecção - e polieletrólito, um produto químico que vai ajudar na floculação.

 

 

No floculador, os motores agitam a água em velocidade controlada para aumentar o tamanho dos flocos. Em seguida, a água passa para os decantadores, onde os flocos maiores e mais pesados vão se depositar. Cinqüenta a sessenta por cento das impurezas ficam retidas no decantador. Somente a água da superfície sai dos decantadores e passa pelo processo de filtragem, para retirar o restante das impurezas. Nessa fase, recebe nova adição de cloro. O filtro tem vida útil de 20 a 30 horas. Ao final desse período, deve ser lavado para a retirada da sujeira que ficou retida na filtragem. Depois de filtrada, a água recebe a adição de cal para elevar o PH, cloro e flúor. Só então ela está própria para o consumo.

 

O padrão de potabilidade da água tratada e consumida pela população de São Paulo segue as recomendações da Organização Mundial de Saúde, garantindo a inexistência de bactérias e partículas nocivas à saúde humana. Dessa forma, evita-se o surgimento de grandes surtos de epidemias, como a cólera e o tifo. E a SABESP faz o monitoramento da qualidade das águas em seus laboratórios, durante todo o processo de produção e distribuição.  

 

 

ETA Guaraú

 

 

Todas essas etapas de tratamento e o uso de produtos químicos auxiliares servem para destruir microorganismos que podem causar doenças, retirar impurezas, controlar o aspecto e gosto, garantindo a qualidade da água fornecida pela empresa. O processo de Fluoretação tem relação direta com a saúde bucal da população, reduzindo em mais de metade os casos de cárie. Após esse tratamento, a água é armazenada para ser distribuída à população.


 

 

Sistema de Captação por Poços Artesianos

O Brasil apresentou nos últimos anos um aumento significativo da utilização das reservas de água subterrânea. Atualmente, o Estado de São Paulo se destaca como o maior usuário das reservas hídricas brasileiras. Para confirmar tal afirmação, basta salientar que grande parte das unidades da Sabesp no interior paulista são abastecidas a partir de poços.

 


Água Subterrânea pode ser definida como a água existente no subsolo. Preenchendo os poros e fraturas das rochas, a água passa por um processo de filtragem natural e fica acumulada, dando origem aos aqüíferos. A formação desses aqüíferos subterrâneos ocorre de formas variadas, com diversos níveis de profundidade. Através da construção de poços artesianos, essa água pode ser captada para ser utilizada no abastecimento público.

Depois de captada, a água proveniente dos poços é levada para um reservatório apropriado e recebe o tratamento adequado.


 

 

Reservação e Distribuição de Água

 

Após o tratamento, a água bruta recolhida nos mananciais é armazenada, primeiro em reservatórios de distribuição e depois em reservatórios de bairros, espalhados em regiões estratégicas das cidades. Desses reservatórios a água vai para as tubulações, que formam redes de distribuição, com construção e manutenção feitas pela Sabesp.

   

Todas as ações da empresa são planejadas e controladas de maneira que, em caso de reparos ou trocas na tubulação, o sistema permite que as redes interligadas garantam o abastecimento ininterrupto aos consumidores. Visando diminuir o índice de perdas de água no sistema - perdas comuns em todas as empresas de saneamento -, a Sabesp criou o Programa de Controle e Redução de Perdas, com diversas ações que estão diminuindo o desperdício.

Para garantir a qualidade do seu produto e a saúde da população , a Sabesp possui 15 centrais de controle sanitário distribuídos pela Região Metropolitana de São Paulo, Interior e Litoral.

No total, são feitas 147 mil análises por mês, sendo 30 mil mensais na Região Metropolitana de São Paulo.

 

Os parâmetros observados são: coliformes, bactérias heterotróficas, cloro, cor, turbidez, pH, ferro total, alumínio, flúor, cromo total, cádmio, chumbo e trihalometanos (THM). Todo esse cuidado faz com que a água fornecida pela Sabesp esteja dentro dos padrões mundiais estabelecidos pela OMS - Organização Mundial de Saúde.


 

 

Perdas de Água

 

A água, depois de tratada, é levada à população através da rede de distribuição, um conjunto de tubulações e peças especiais que exigem operações adequadas e manutenção sistemática. Mas, podem ocorrer acidentes no percurso da água, provocando rompimentos nas tubulações e a conseqüente perda de água.

 

As perdas de água potável são calculadas tendo como base a diferença entre o volume consumido registrado pelo conjunto de hidrômetros e o volume produzido pelos sistemas. 

Existem dois tipos de perda: a física e a não física. A perda física é a água perdida em vazamentos, aquela que não chega ao consumidor.

 

A perda não física é a água usada pelos consumidores, mas que não é medida pela empresa de abastecimento de água, como as ligações clandestinas e outros tipos de fraudes. Dessa forma, obtém-se a perda total de 42 por cento do que é produzido na Região Metropolitana de São Paulo. No sistema público, o Programa de Redução de Perdas da SABESP visa, até 1998, reduzir a perda para 24 por cento. Ao mesmo tempo, a empresa desenvolve um programa de uso racional de água.  

Fonte: Sabesp/Água um bem limitado - 1997 

 
 

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