SUSTENTABILIDADE

 

 

 

Água - parte do meio ambiente

 

Se consideramos que o ambiente é o conjunto de elementos naturais e sociais que se  inter-relacionam em um lugar e em um tempo determinados, compreenderemos também que todos os elementos naturais (o universo, nosso planeta e o que nele existe de maneira natural: a água, o ar, o solo, a fauna, a flora, o clima) se encontram em permanente relação com os elementos sociais (os seres humanos, suas construções e suas ações) e que desde essa perspectiva se realizam as atividades que conduzem ao desenvolvimento.

 

 

As interações que se produzem neste sentido vão desde a sociedade para a natureza e desde a natureza para a sociedade e se realizam em algum lugar: em uma rua, em nossas casas, em um centro urbano, no campo, nas montanhas, nos mares, em rios, selvas ou desertos. Também ocorrem em um dado momento: neste instante e com projeção para o futuro, permanentemente, em ocasiões que ocorreram no passado.

 

 

Assim, o ambiente é tudo o que nos rodeia. Mas não só isso. Também estamos nós seres humanos e as relações que temos entre nós e com a natureza. Por isso o ambiente não é estático, estamos criando-o a cada dia nos diferentes pontos do planeta. Das relações entre os seres humanos e a natureza surge uma série de resultados que podem ser positivos ou negativos. Se a ação sobre a natureza leva em consideração as leis naturais e se realiza com respeito e inteligência, então os efeitos do manejo dos recursos naturais podem ser positivos, com conseqüências favoráveis para as pessoas e os demais seres vivos. Em caso contrário, a ação humana pode produzir mudanças graves e rupturas de ciclos importantes na natureza, o que ocasiona problemas graves aos elementos naturais e aos seres humanos. Nesse caso surgem os problemas ambientais.

 

 

A natureza atua permanentemente com a sociedade e oferece a possibilidade de que os grupos humanos mantenham ou vivam sua vida utilizando seus recursos. Em geral, a natureza se mostra aprazível e generosa. Mas às vezes se manifesta forte e poderosa, exige respeito e produz fenômenos que afetam o dia-a-dia das sociedades: furacões, terremotos, deslizamentos e inundações.

 

 

A estes fenômenos chamamos de catástrofes naturais. Mas nem sempre são tão "naturais" já que muitas ações humanas os propiciam, ao não atuar de maneira conseqüente, por exemplo, quando se constróem casas em lugares próximos aos rios, quando se destróem bosques ou quando se produz contaminação.

 

 

A América Latina e o Caribe, regiões reconhecidas mundialmente pela diversidade biológica e suas grandes riquezas naturais, sofre de uma série de problemas que resultam certamente contraditórios. A pobreza rural e periurbana, a deterioração dos recursos, assim como as deficientes condições de desenvolvimento, são elementos que brecam as possibilidades de desenvolvimento sustentável em nossos países.

 

 

A aplicação de pesticidas, o desflorestamento, a desertificação e outros problemas ambientais similares estão incidindo seriamente nos processos agrícolas e pecuários da Região e diminuem as possibilidades de obter uma boa e diversificada produção que possa contribuir, de maneira substancial, para o desenvolvimento de nossas comunidades. Entretanto, queremos que esse desenvolvimento seja sustentável. O que quer dizer isto?

 

 

O desenvolvimento sustentável e a água

 

 

O desenvolvimento sustentável em escala humana é aquele que se centra na busca da satisfação das necessidades fundamentais da população e na elevação de sua qualidade de vida através do manejo racional dos recursos naturais, sua conservação, recuperação, melhoria e uso adequado.

 

 

Inclui também processos participativos e esforços locais e regionais para que tanto esta geração como as futuras tenham a possibilidade de desfrutá-los e de garantir a sobrevivência da espécie humana e do planeta.

 

 

Alguns dos fatores que podem ser considerados como determinantes no conceito de desenvolvimento sustentável – todos eles intimamente relacionados– são os seguintes: 

 

. Satisfação das necessidades básicas e bem-estar geral da população;

. Uso racional dos recursos naturais;

. Desenvolvimento econômico, incluída a valoração integral dos fatores ambientais;

. Eqüidade intra e intergerações, equidade intergênero e inter-étnica;

. Uso, adequação e desenvolvimento de tecnologia e de processos ambientalmente apropriados;

. Participação social em todas as etapas do desenvolvimento;

. Reconhecimento da diversidade cultural e dos estilos de vida e de suas potencialidades.

 

 

Na Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (CNUMAD) , realizada no Rio de Janeiro em 1992, foram assinados vários documentos históricos. Um deles é a Declaração do Rio ou Princípios Gerais para o Desenvolvimento Sustentável, na qual se expressa como primeiro princípio que todos os seres humanos são o centro das preocupações do desenvolvimento sustentável, já que todos têm direito a uma vida sustentável e produtiva em harmonia com a natureza.

 

 

No Princípio 5 desta declaração se estabelece que todos os Estados e pessoas devem cooperar na tarefa de erradicar a pobreza, como requisito indispensável para o desenvolvimento sustentável. No Princípio 7 se destaca que os Estados devem cooperar para conservar, proteger e restabelecer a saúde e a integridade dos ecossistemas da Terra.

 

A participação dos cidadãos aparece com força no Princípio 10, no qual se coloca que a melhor maneira de tratar os assuntos ambientais é através da participação, do acesso à informação e a sensibilização ambiental.

 

 

Na parte 2 do documento conhecido como Agenda 21 , que foi também aprovado nessa histórica conferência, se dá ênfase à conservação e manejo dos recursos como requisito fundamental para se alcançar o desenvolvimento sustentável.

 

 

Os capítulos 9 a 22, referentes a estes aspectos, reivindicam medidas-chave para a proteção da atmosfera; o manejo dos solos; o combate contra o desflorestamento, a desertificação e a seca; o desenvolvimento sustentável das regiões de montanha; a agricultura sustentável e o desenvolvimento rural; a conservação da biodiversidade; o manejo da biotecnologia; a proteção e gestão dos oceanos e das águas doces; o uso adequado dos produtos tóxicos; e o manejo dos resíduos perigosos, sólidos, líquidos e radiativos.

 

 

Em todos estes capítulos a referência à água é permanente, já que por seu valor ecológico e sua contribuição em todos os ecossistemas é um ponto fundamental em cada um destes temas.

 

Adicionalmente, a água e o saneamento ambiental aparecem estreitamente vinculados à dimensão social e econômica do desenvolvimento sustentável (parte I da Agenda 21) ao fazer referência à promoção da saúde humana (capítulo 6), ao combate à miséria (capítulo 3) e às modificações dos modelos de consumo (capítulo 4), entre outros.

 

 

O inventário dos recursos mundiais de água doce, que se analisou em Nova Iorque em 1997 durante a sessão extraordinária da Assembléia Geral das Nações Unidas, confirmou que se forem mantidos os planos atuais de uso dos recursos, quase dois terços da humanidade correm o risco de sofrer uma escassez moderada ou grave de água antes do ano 2005.

 

Se os objetivos do desenvolvimento sustentável incluem a luta contra a pobreza, a promoção social, o fomento das atividades econômicas e a proteção do ambiente, então fica evidente que a água é um dos elementos centrais do desenvolvimento sustentável.

 

Na Conferência Internacional sobre a Água e o Desenvolvimento Sustentável , realizada em Paris, em março de 1998, se reivindicou que devido ao papel crucial da água no desenvolvimento sustentável, se deveria:

 

. Satisfazer as necessidades de água potável segura das populações urbanas e rurais, com o objetivo de melhorar a higiene e a saúde e prevenir grandes epidemias.

. Assegurar a auto-suficiência alimentar das populações em nível local, regional e mundial por meio do desenvolvimento sustentável da produção agrícola baseada particularmente na irrigação apropriada.

. Desenvolver de um modo harmonioso a indústria, a produção energética, a prática recreativa e, em certos setores, o turismo e o transporte por vias hídricas.

. Incrementar a produção pesqueira destinada à alimentação.

. Prevenir e combater a contaminação de toda índole e origem, com o objetivo de assegurar a reutilização ótima dos recursos e de preservar a biodiversidade dos ecossistemas.

. Prevenir as catástrofes naturais e os riscos de erosão, inundação ou seca mediante a

gestão da água e os ecossistemas.

 

 

Na citada conferência se afirmou, igualmente, a importância de tratar todos estes temas de modo global e integrado e se destacou que se não forem aplicadas medidas corretivas e preventivas, a carência de água poderá se converter em uma limitação para o desenvolvimento econômico e social nas próximas décadas.

 

É preciso estar alerta e atuar antes que seja tarde. 

Trabalhemos pelo desenvolvimento humano sustentável em escala humana !


COMO ATUAR

 

Pensemos e atuemos sobre: 

O valor da água no desenvolvimento sustentável 

 

A comunidade

. Estudemos o significado do desenvolvimento sustentável em nossa comunidade. Como se relaciona a gestão dos recursos naturais com o desenvolvimento? Estamos pensando no futuro quando trabalhamos com os recursos existentes? Que papel desempenha a água na comunidade, em relação com o desenvolvimento sustentável?

. Estudemos todos os usos que a comunidade faz da água e estabeleçamos se todos eles são sustentáveis; em caso negativo, busquemos as soluções. Estudemos o significado do desenvolvimento sustentável em nossa comunidade. Como se relaciona a gestão dos recursos naturais com o desenvolvimento? Estamos pensando no futuro quando trabalhamos com os recursos existentes? Que papel desempenha a água na comunidade, em relação com o desenvolvimento sustentável?

. Estudemos todos os usos que a comunidade faz da água e estabeleçamos se todos eles são sustentáveis; em caso negativo, busquemos as soluções.

 

 

As autoridades

. Analisemos o tipo de desenvolvimento que tem nossa localidade e sua relação com a água. Estamos tratando de encontrar alternativas para o desenvolvimento sustentável? Foi elaborada uma Agenda 21 local? Vamos nos reunir para estudar e planejar ações futuras nesse sentido.

 

 

Os educadores

. Estudemos o significado do desenvolvimento sustentável com nossos alunos e observemos a importância que tem a água neste processo.

. Proponhamos atividades que expliquem o significado do desenvolvimento sustentável e sua relação com a água. Realizemos em aula atividades através de diversos meios: textos, cartazes, representações e leituras conjuntas.

 

 

Os comunicadores

. Compreendamos em profundidade o conceito de desenvolvimento sustentável e sua relação com a água. Que diferenças tem com as expressões habituais sobre o desenvolvimento? Como podem ser destacadas essas características nos processos de comunicação?

. Divulguemos este conceito entre diversos setores da população através de diversos

meios.


O Século 21 e a Crise da Água

 

"A comunidade internacional deve reconhecer a escassez de água

como poderosa e crescente força de instabilidade social e política"

Por Haroldo Mattos de Lemos

A água existe na Terra nas fases sólida, líquida e gasosa, que estão ligadas entre si num ciclo fechado, o ciclo da água. Os primeiros astronautas que viram a Terra do espaço a denominaram o Planeta Azul, pois cerca de dois terços da sua superfície são cobertos pela água dos mares e oceanos.

 

A Água doce é fundamental para a manutenção da vida nos ecossistemas terrestres e, portanto, para a sobrevivência do homem na biosfera. Entretanto, apenas 2,59% do volume total de água existente na Terra é de água doce, sendo que mais de 99% estão sob a forma de gelo ou neve nas regiões polares ou em aqüíferos muito profundos. Do restante, quase metade está nos corpos dos animais e vegetais (biota), como umidade do solo e como vapor d'água na atmosfera, e a outra metade está disponível em rios e lagos.

 

Além disso, como o regime de chuvas varia muito entre as diferentes área de um mesmo continente e a população não está distribuída de forma homogênea, a disponibilidade de água doce per capita é bastante desigual nas várias regiões do planeta: desde níveis extremamente baixos, de 1.000 m3/ano per capita, até níveis muito elevados, superiores a 50.000 m3/ano. Variações climáticas periódicas podem agravar as secas, provocando morte e sofrimento humano, e também causar as enchentes, que são um dos piores desastres naturais em termos de vítimas e de danos vultosos às propriedades e aos solos agrícolas.

 

O crescimento populacional, particularmente nos países em desenvolvimento, e a maior demanda de água para usos agrícola e industrial, provocaram o aumento do consumo global de água de 1.060 Km3/ano para 4.130 Km3/ano nos últimos 50 anos.

 

Entre 1900 e 1995, o consumo total de água para as atividades humanas (agrícola, industrial, doméstica e outras) cresceu seis vezes, que é mais do que o dobro do crescimento da população mundial neste período. O aumento do consumo é maior nos países em desenvolvimento do que nos desenvolvidos, em virtude do crescimento da população. As Nações Unidas prevêem a estabilização do crescimento populacional somente entre o final do Século 21 e o ano 2.110, mas mais de 90% deste crescimento ocorrerá nos países em desenvolvimento. Sem dúvida, a água será um recurso limitante no Século 21 e vai atingir mais severamente os países que estão se desenvolvendo.

 

Outros fatores preocupantes, além do crescimento demográfico, são a melhoria do nível de vida de parte da população (que terão acesso mais fácil à água) e o aumento da área irrigada e das atividades industriais.

 

Entre os diversos usos da água, a irrigação é a que apresenta o maior desperdício, pois cerca de metade da água utilizada para este fim não atinge as plantações, perdida pela infiltração no solo. Para se produzir uma tonelada de grãos são necessários mil toneladas de água, e para uma tonelada de arroz, duas mil toneladas de água. Além disso, sistemas de irrigação mal planejados e ou mal operados podem provocar a salinização e degradação dos solos. A melhoria da eficiência dos sistemas de irrigação é, portanto, uma das condições prioritárias para se atingir o desenvolvimento sustentável.

 

Embora a água seja um recurso renovável, sua quantidade é limitada: menos de 200 mil quilômetros cúbicos estão disponíveis em rios e lagos. Esta quantidade era suficiente em 1900, quando cerca de 2 bilhões de habitantes viviam no planeta. Agora, somos 6 bilhões, e como a água não está distribuída de forma proporcional à população existente, a quantidade de água disponível já chega perto do limite: 40% da população mundial já sofre de escassez de água. Imaginem como será o ano 2025, quando a mesma quantidade de água deverá atender 3 bilhões de pessoas a mais!

 

O suprimento global de água vai permanecer constante ou poder sofrer um pequeno acréscimo em virtude das mudanças climáticas - maior temperatura global gerando maior quantidade de vapor d'água. Temos que considerar, entretanto, a degradação ambiental provocada pelos desmatamentos, principalmente nas nascentes, e pela poluição dos recursos hídricos, provocada pelas atividades humanas.

 

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, analisando vários cenários de modelos globais de mudanças climáticas concluiu que, embora a disponibilidade de água global deva aumentar entre 6 e 12%, em algumas regiões a escassez de água poderá se agravar. Em cerca de metade da área do mundo, as precipitações pluviométricas serão maiores que hoje, particularmente no norte da Índia, da Rússia e América do Norte, mas reduções significativas vão acontecer nas regiões em desenvolvimento.

 

Como o regime de chuvas e a população não se distribuem homogeneamente, a disponibilidade de água per capita pode variar de 300 m3/ano, na Jordânia, a 120.000 m3/ano, no Canadá. A América do Sul e a América do Norte têm abundância, em contraste com a África Sub-Saariana e o Leste da Ásia, que sofrem de acentuada escassez de água. A redução da disponibilidade de água deverá ser sentida nos próximos anos, sendo que na África esta redução é de quase quatro vezes, seguida de perto pela América do sul e pela Ásia.

 

Países com disponibilidade de água entre 1.000 e 1.600 m3/ano per capita sofrem do que se chama stress hídrico e enfrentam sérios problemas em anos de seca. Países com disponibilidade menos que 1.000 m3/ano per capita são considerados escassos em água. Hoje, 28 países, com uma população total de 338 milhões de pessoas, enfrentam stress hídrico, a maior parte do Leste da Ásia e da África. Por volta de 2025, entre 46 e 52 países, com população total em torno de 3 bilhões de pessoas, poderão sofrer de stress hídrico e cerca de 23 estarão enfrentando escassez absoluta de água.

 

Os países situados em regiões áridas e semi-áridas como os do Oriente Médio, já enfrentam a crise da água há muitos anos, mas a percepção de uma crise mundial só agora está alcançando a consciência internacional. A principal diferença entre a crise do petróleo e a crise da água é que a crise da água deverá afetar mais seriamente os países em desenvolvimento, onde centenas de milhares de pessoas já estão morrendo e continuarão a morrer devido à falta de água limpa e às secas. Nos países mais pobres, a água poluída é a principal causa de muitas doenças, como a diarréia, que mata mais de 3 milhões de pessoas (principalmente crianças) por ano no mundo. Aliás, 80% de todas as doenças e mais de 33% das mortes nos países em desenvolvimento estão associadas à falta de água em quantidades adequadas. O Pnuma estima que cerca de 25.000 pessoas morrem por dia nos países em desenvolvimento, ou pela falta de água ou pela ingestão de água de má qualidade.

 

Para atendimento pleno da demanda futura de água para fins urbanos, com o aproveitamento de novas fontes, estima-se que seriam necessários investimentos da ordem de 11 a 14 bilhões de dólares por ano, durante os próximos 30 anos, o que significa o dobro da quantidade de recursos financeiros disponíveis para investimento em abastecimento doméstico durante os anos 80. Por tudo isto, recursos financeiros setoriais desta magnitude dificilmente estarão disponíveis.

O recursos hídricos internacionais (rios, lagos e aqüíferos subterrâneos compartilhados por dois ou mais países) são das poucas possibilidades futuras de desenvolvimento, através do seu gerenciamento integrado, fato que reforça a necessidade de cooperação crescente entre estes países, na medida em que a água for se tornando mais escassa.

 

As grandes cidades, particularmente as megalópoles, e as que estão crescendo rapidamente nos países em desenvolvimento, vão exigir, cada vez mais, enormes esforços para reduzir o déficit crônico de abastecimento de água esgotamento sanitário adequados. Muitas, como a Cidade do México, vão necessitar implantar um cuidadoso gerenciamento dos aqüíferos subterrâneos. Os violentos distúrbios provocados pela falta de água em Deli, Índia, em maior de 1993, são um bom exemplo do que poderá ocorrer nas nossas mega cidades num futuro próximo, se medidas urgentes não forem tomadas.

 

A escassez de água, que já foi motivo para muitas guerras no passado, pode, cada vez mais, agir como catalisador no conjunto de causas ligadas a qualquer conflito futuro. A questão mais importante neste século, para muitos países, pode ser o controle dos recursos hídricos. A comunidade internacional deve reconhecer a escassez de água como poderosa e crescente força de instabilidade social e política e atribuir à crise da água a prioridade devida na agenda política internacional.

 

Haroldo Mattos de Lemos

  (brasilpnuma@domain.com.br)  

é presidente do Instituto Brasil Pnuma 

Fonte: Jornal O Estado de São Paulo

 

Falta d'água é o símbolo do flagelo da região Nordeste. 

Foto: Ed Ferreira/AE.

 

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