ÁGUA NO UNIVERSO E NA TERRA

 

 

 

O CICLO DA ÁGUA

 

                 
 

Ciclo da Água

A água desenvolve um ciclo. O chamado ciclo da água é o caminho que ela percorre. A chuva, basicamente, é o resultado da água que evapora dos lagos, rios e oceanos, formando as nuvens. Quando as nuvens estão carregadas, soltam a água na terra. Ela penetra o solo e vai alimentar as nascentes dos rios e os reservatórios subterrâneos. Se cai nos oceanos, mistura-se às águas salgadas e volta a evaporar, chove e cai na terra.

A quantidade de água existente no planeta não aumenta nem diminui. A abundância de água é relativa. É preciso levar em conta os volumes estimados de água acumulados e o tempo médio que ela permanece nos ambientes terrestres. Por exemplo: nos rios o volume estimado de água é de 1700 quilômetros cúbicos e o tempo de permanência no leito é de duas semanas. As geleiras e a neve têm 30 milhões de quilômetros cúbicos e a água deve ficar congelada por milhares de anos. A água atmosférica tem o volume de 113 mil quilômetros cúbicos e permanece por 8 a 10 dias no ar.

 Acredita-se que a quantidade atual de água seja praticamente a mesma de há 3 bilhões de anos. Isto porque o ciclo da água se sucede infinitamente. Não seria engraçado se o alimento que comemos ontem tivesse sido preparado com as águas que, tempos atrás, foram utilizadas pelos romanos em seus famosos banhos coletivos?

 
                 
 

        

Ciclo da Água

 
   

 

   
 

O que é Água

 

A água é um líquido incolor e inodoro, como todas as substâncias é formada por partículas minúsculas chamadas átomos, que agrupados formam moléculas. A molécula de água é formada por dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio - H2O.

 

O CONAMA pela resolução 20/86, classifica as águas no Brasil de acordo com a sua salinidade. Salinidade inferior ou igual a 0,5% é água doce, com salinidade entre 0,5% e 30% é água salobra e com salinidade superior a 30% é água salina.

 

A água pode apresentar-se sob três aspectos: sólido, líquido e gasoso; essas diferentes fases de agregação molecular dependem de condições ambientais, como pressão e temperatura. 

 
                 
                 
   

 

Água

   
                 
 

Aspectos Físicos e Químicos da Água

 

São quatro as mudanças de estado físico da água: Fusão, Vaporização, Condensação e Solidificação.  

 

Fusão - é a passagem do estado sólido para o líquido. Um exemplo de fusão é o gelo se derretendo, quando a temperatura da água aumenta acima de 0oC; também pode ocorrer fusão da água quando há diminuição da pressão.   

 

Vaporização - é a passagem do estado líquido para o gasoso, pode se dar por Evaporação e Ebulição. Dizemos que a água se evapora quando passa do estado líquido para o gasoso lentamente e à temperatura ambiente. Quanto maior a superfície da água em contato com o ar, quanto maior a temperatura do ambiente e quanto maior a ventilação, mais rápida será a evaporação da água. A ebulição ocorre quando a água passa do líquido para o gasoso rapidamente, por aumento súbito da temperatura; por exemplo a água que ferve numa chaleira à 100 oC.   

 

Condensação ou Liquefação - é a passagem da água do estado gasoso para o estado líquido. As nuvens, por exemplo, são formadas por gotículas de água, quando a temperatura diminui ou a pressão atmosférica aumenta, o vapor se transforma em líquido, isto é, se condensa, formando as nuvens e, posteriormente cai em forma de chuva. A neblina e o sereno são outros exemplos de condensação.  

 

Solidificação - é a passagem da água do estado líquido para o sólido, e para que isso ocorra é necessário que haja diminuição da temperatura ou aumento da pressão. O volume da água diminui e a densidade aumenta quando a temperatura passa de 0oC para 4oC, depois volta a aumentar, por isso o gelo flutua.  

 

O ciclo hidrológico caracteriza o comportamento natural da água: 

sua origem, sua forma, transformações e relações com os seres vivos

 

Sob efeito do aquecimento solar, a evaporação de toda a água na Terra com a evapo-transpiração das plantas e animais, sobem para atmosfera e formam as nuvens, que de acordo com a pressão e temperatura, adquirem características de cirrus (nuvens altas), altocumulos (nuvens médias) e stratocumulus (nuvens baixas). Ao alcançarem as regiões mais frias e ficarem cada vez mais cheias de vapor d'água, as nuvens condensam-se, tornam-se pesadas e caem em forma de chuva, granizo ou neve. Assim a água retorna aos oceanos, lagos, rios e ao solo; parte da água que caiu pode se infiltrar no solo e formar os lençóis freáticos, aqüífero artesiano ou simplesmente as águas subterrâneas.   

Fonte: Internacional Hydrological Programe - IHP - IV/UNESCO, 1998

 
   

Geleira

   
                 
 

Ciclo da Água

 

A água é necessária não somente como um suporte pontual para a vida da fauna e a flora, mas também como motor de um conjunto de movimentos cíclicos de renovação e transformação que conformam o chamado ciclo da água ou ciclo hidrológico. A água tem como característica interessante seu extraordinário grau de mobilidade: passa do estado líquido ao estado gasoso, retorna ao estado líquido, pode passar novamente ao estado sólido e continua assim em um processo permanente de mudanças que se relaciona com a energia.

  

A água é a mestra do reciclado, da autoconversão e da autopurificação. Vejamos como ocorre o processo. As águas oceânicas ou continentais passam ao estado gasoso mediante a evaporação, graças à energia que recebem do sol. Os níveis de evaporação dependem da temperatura e da quantidade de vapor ou umidade que se encontre no ar circundante. Também existe uma importante evaporação que provém das plantas, que neste caso se denomina transpiração.

  

O processo inverso à evaporação é a condensação. O vapor volta a se converter em água quando o ar saturado com umidade absorve mais umidade por parte de outras substâncias ou quando há uma gota na temperatura do ar saturada com umidade. O vapor se condensa no ar e forma minúsculas gotas de água; estas por sua vez formam as nuvens. O ar que contém vapor ou nuvens é transportado pelo vento de um lugar a outro, por este motivo, o vento desempenha um papel importante na possibilidade de que chova ou não em um lugar.

 

 Como as minúsculas gotas que constituem as nuvens não têm possibilidade de cair na terra por seu pequeno tamanho, é possível que se convertam de novo em vapor. Se calcula que cada milhão dessas minúsculas gotinhas podem formar tão somente uma gota de chuva. Estas gotas grandes são as que caem na superfície terrestre em forma de precipitação. De acordo com as condições climáticas, as gotas se unem, às vezes, com cristais de gelo e formam flocos de neve que podem se converter em água à medida que caem na terra ou se precipitam em forma de granizo.

  

Quando chove, a água não desliza pela superfície unicamente, mas parte dela é absorvida pela terra. A possibilidade de que o solo absorva a água depende de diversas circunstâncias, entre elas, o grau de porosidade do solo, a vegetação existente e as camadas que resultam impenetráveis. Por exemplo, nas cidades, o asfalto não permite que a água seja absorvida pelo solo. Em todo este processo existe também a possibilidade de que sejam criadas fontes naturais de água, particularmente quando a chuva é retida nas camadas rochosas.

  

A água superficial é aquela que flui sobre a superfície da terra, como os rios, ou que se encontra em um lugar concreto, como os lagos ou áreas úmidas. Assim, o ciclo da água transcorre em diversas etapas: a evaporação ou transpiração, a condensação, o transporte, as precipitações, a infiltração e o movimento de águas superficiais ou subterrâneas. Em cada um destes momentos, a água representa um grande valor ecológico, uma vez que estabelece as bases para que os diversos ecossistemas, sejam eles aquáticos ou terrestres, tenham possibilidades de vida.

 
   
             

 

 
   

Rio Amazonas e afluentes

   
 

Vejamos alguns detalhes:

 

- Quando as águas oceânicas evaporam, os vapores resultantes já não têm sal, de maneira que nesse momento se realiza uma valiosa transformação da água salgada em água doce, a qual é transportada posteriormente para as superfícies continentais.

 

- Os ecossistemas dependentes de fluxos de energias e de ciclos de nutrientes essenciais, são providos pela água graças a sua capacidade de dissolvê-los e transportá-los.

Sem a água não funcionariam os ciclos biológicos, geológicos, nem químicos que permitem a vida.

 

- A presença da água equilibra o calor do nosso planeta ao transportar calor de umas a outras latitudes e consegue que as variações térmicas sejam menores.

  

Tudo isto destaca a enorme importância de manter um bom equilíbrio global da água, já que todos os processos mencionados têm uma permanente interação e uma decisiva influência mútua. Por exemplo, de nada serviria fazer a gestão dos recursos hídricos em uma pequena localidade, de maneira isolada, se no seu entorno as atividades estão desequilibradas.

  

Por este motivo, é preciso que se respeite e cuide o ciclo da água em todo o planeta Terra e que se considerem os elementos de suas diversas etapas para conseguir que continue sendo o valioso motor e base da vida.

 

Fonte: Sabesp / ÁGUA: NÃO AO DESPERDÍCIO, NÃO À ESCASSEZ !

 
 
 

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